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Remédio que bloqueia avanço do Covid-19 é estudado pela UFPR

Estudo, realizado pelo Complexo Hospital de Clínicas (CHC) da Universidade Federal do Paraná, destaca que análises feitas em animais já demonstram que o remédio barrou a propagação da doença.
 Um medicamento antiviral está obtendo bons resultados no tratamento e no bloqueio da transmissão do coronavirus em cerca de 24 horas após seu uso. O estudo, realizado pelo Complexo Hospital de Clínicas (CHC) da Universidade Federal do Paraná, destaca que análises feitas em animais já demonstram que o remédio barrou a propagação da doença. O andamento do estudo é uma boa notícia, visto que ainda sem aplicação da vacina, a covid-19 segue gerando mortes.

Segundo boletim mais recente, o 
Paraná soma 8.916 mortes, com 31 confirmadas ontem e mais 2,9 mil novos casos. Totalizando 483.024 infectados pelo coronavírus desde o início da pandemia – dos quais 356.699 já são considerados recuperados, segundo informação do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).   


O medicamento oral Molnupiravir foi desenvolvido para combater alguns vírus causadores de resfriado. Ao estudarem seus efeitos no tratamento da Covid-19, cientistas documentaram que o fármaco possui atividades contra o Sars-CoV-2, vírus da covid-19.

A médica infectologista Monica Gomes e responsável pela pesquisa no CHC e médica infectologista Monica Gomes explica que o medicamento atua de maneira similar ao Tamiflu que combate a H1N1. “Na H1N1, usávamos Tamiflu em até 36 horas do diagnóstico para diminuir o número de dias da doença e ter mais eficácia. Nesse estudo, com o Molnupiravir, a expectativa de uso é de até sete dias após o início dos sintomas, com expectativa de reduzir a gravidade da doença e sua transmissão”, disse a médica.

Vacina

A vacina contra a covid-19 que é desenvolvida pela UFPR tem apresentado resultados animadores. De acordo com os cientistas da instituição, os resultados da segunda imunização em camundongos apontaram títulos de anticorpos comparáveis e até superiores aos da vacina da AstraZeneca/Oxford, em estudos na fase pré-clínica, também realizados em camundongos.

Os próximos testes pretendem descobrir se os anticorpos produzidos pela imunização têm efeito neutralizante, isto é, se eles impedem que o vírus interaja com os receptores das células. A ideia é finalizar os testes pré-clínicos na metade de 2021.

Fonte: Tribuna PR / Paraná Online

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